Resenha: Dragon Slayer #40

A Dragon Slayer #40 está tão interessante que resolvi fazer uma resenha, com uma breve descrição e opinião sobre cada sessão (com destaque para as partes sobre Tormenta). Confiram! 😀

Conteúdo:

Editorial: A equipe da revista destaca o aparecimento de cenários de ficção científica no mercado nacional, com os lançamentos de Mega City e Brigada Ligeira Estelar (mas esqueceram-se de citar o excelente 3:16 – Carnificina entre as Estrelas, cujo lançamento é anterior aos dois cenários de 3D&T). Para comemorar, boa parte da revista é dedicada a esta temática.

Notícias do Bardo: Um bom resumão da história do RPG no Brasil e no mundo, com destaque a “Era Moderna” (4ª Geração) e o atual fenômeno das editoras indies.

Edição Extra: Desafio dos Deuses? Mas peraê, que porra é essa…

UM GAME DE TORMENTA! UM GAME DE TORMENTA! AHÁÁÁ!!! UHÚÚÚ!!!

A parada parece realmente séria, e o jogo já possui uma versão demo (é um hack’n slash 3D). 😀 Haverá um financiamento coletivo (crowdfunding) para possibilitar a produção do jogo, no entanto, ainda não foi criado o projeto no site Catarse (a revista sugere você procurar, mas você nada encontra).  Parabéns pela Jambô Editora e Universidade Feevale pela iniciativa! A única coisa chata da matéria é que as imagens são muito pequenas.

Encontros Aleatórios: O de sempre aqui, com clones do paladino por todos os lados.

Reviews: Informações sobre a Edição Revisada do Tormentão (corrigindo os erros do anterior, incluindo a capa), Guerra dos Tronos RPG e Mega City: Manual do Aventureiro (Se o Caldela foi só elogios, porque a nota 5?).

Quanto os pequenos ajustes nas regras do Tormentão. Estou feliz por saber que equilibraram o lefou e estou curioso para saber qual habilidade do monge foi alterada. Espero também que lancem a errata com estas pequenas alterações o mais rápido possível, reafirmando o respeito que a Jambô Editora sempre demonstrou por seus leitores.

Sir Rolland: O de sempre.

Toolbox: Dicas do Caldela de como trazer e lidar com romances em sua mesa de jogo. Excelente artigo. O engraçado é que devido ao título, diagramação e subtítulos, as pessoas que me viam lendo essa parte no ônibus devem ter achado que eu estava lendo Capricho… Nada demais para quem já leu artigos sobre demônios e magia num coletivo…

Mestre da Masmorra: Dicas do Brauner para os mestres lidarem com vilões na sua mesa. De especial valor para mestres novatos.

Organizações de Mega City: Palhinha com alguns kits de 3D&T para Mega City: Manual do Aventureiro, todos associados a organizações da Cidade das Cidades.

Code Geass: Alexandre Lancaster – na onda do lançamento de seu Brigada Ligeira Estelar – adaptou um dos melhores animes que já assisti 😀 . Temos um breve resumo da história do cenário, kits para 3D&T, fichas de personagens e mechas (confere o Lancelot ser tão superior ao MK-Guren?), fechando com dicas sobre o clima da campanha.

De crítica, faltaram ilustrações “limpas” dos modelos de mechas, bastando trocar duas das quatro ilustrações de quase meia página que contém os mesmos personagens e não adicionam nada aos leitores. Por sinal, a matéria anterior (e o livro) do Brigada Ligeira Estelar sofreram do mesmo defeito. Se eu vou jogar um RPG de robôs gigantes, vou querer e precisar de ilustrações esquematizadas dos modelos!

Já que a Dragon Slayer não colocou tal ilustração. Farei isso no lugar:

 

Queremos ilustração dos modelos de Knightmare Frames!

Eu quero ilustração dos modelos de Knightmare Frames! Cole essa ilustração por cima de uma das ilustrações chatas com o Lelouch nas páginas 25 ou 26.

 

O Torneio Deus do Duelo: Certa vez eu e o Renan Orange ficamos especulando se os demais manuais de personagem teriam um mini-cenário como o Manual do Arcano teve (especulando que Vectora deve sair no Manual do Aventureiro /Especialista). Esta matéria confirma nossas suspeitas, trazendo um mini-cenário inédito para Tormenta!

O Torneio do Deus do Duelo apresenta uma irmandade secreta de lutadores, com um cenário no melhor estilo de Street Figter e outros jogos de luta. O torneio oferece inúmeras possibilidades de aventuras (além de muita pancadaria!), com diferentes arenas espalhadas por toda Arton (incluindo uma arena na Aliança Negra!) e a possibilidade do campeão do torneio tornar-se um deus menor!!!  😯

A matéria termina apresentando três dos treze palcos de luta (cada um mais interessante que o outro), além dos grupos que lhe dão suporte (Mercenários de Portsmouth, Escola de Gladiadores de Tapista e pistoleiros de Smokestone). Se a intenção da matéria era me deixar ansioso pelo lançamento do Manual do Combate, conseguiu com acerto crítico! 😀

Por fim, espero que a capa desta matéria não seja a capa do Manual do Combate. Sabe como é? O velho padrão de 1d6+1 PdMs fazendo pose como num pôster de anime ou filme. Ao invés disso, espero que tenha pancadaria na capa, como na excelente capa do Guerras Táuricas!

Gazeta do Reinado: A gazeta trás diversos novos ganchos e adianta alguns do Guia do Mundo (um deles apresentado no Reinado, e agora desenvolvido). As manchetes são “Tragédia em Tyrondir”, “Nova Reunião Élfica à Vista?”, “Intriga em Trebuck”, “Perigo na Costa de Hongari” e “Expedição pelo Deserto da Perdição Termina em Tragédia”.

Como bônus, regras para dois novos perigos ambientais para Tormenta RPG (relacionados ao Deserto da Perdição): Miragem (ND 5) e Calor Abrasador (ND 2).

Fundo do Baú: Gustavo Brauner fala de seu cenário favorito: Forgotten Realms 2ª Edição.

20 Deuses #5: A arte de Rafael Françoi parece melhorar a cada edição. Destaque para as participações especiais de Capitão Ninja, Han Solo e Chewbacca (Wookies em Arton!!! Wookies em Arton!!!) – Desculpe velho Katabrok, mas eles eclipsaram sua aparição 😉 .

 

Capa da DS #40

Capa da DS #40

 

A polêmica do papel:

alertado pela Confraria de Arton, abro a revista e noto a queda na qualidade do papel (pior que deu até certa nostalgia por relembrar a antiga Dragão Brasil). Acredito que a mudança de qualidade deve estar relacionada à manutenção do preço ou então às condições um tanto bizarras em que a revista é publicada (aproveitando brechas na gráfica entre revistas com tiragens maiores, pelo que entendi).

A Dragon Slayer deve ser comprada por muito moleque novo, com pouca grana (bons tempos em que não tinha dinheiro pra comprar os livros, mas tempo de sobra pra jogar..), e apoio a queda na qualidade ao invés de um eventual aumento do preço. No entanto, tudo o que temos é especulação. Mandei um e-mail pra Editora Escala, será que respondem?

Avaliação Geral:

A DS #40 está bacana, com material diversificado da Jambô Editora, incluindo duas boas matérias de suporte, a adaptação para 3D&T de um excelente anime cujo material pode ser usado em conjunto com outros cenários relacionados e duas prévias de livros para você avaliar (e já adicionar e testar em sua mesa enquanto os livros não são lançados).

Para os “atormentados”, vale a pena conferir o Torneio do Deus do Duelo e todo o resto da revista, mas se você está com pouca grana, talvez seja melhor guardar estes preciosos R$ 14,90, já que o Manual do Combate vai ser lançado ainda esse semestre (e todo o material publicado agora sobre o Torneio vai estar lá).

As ilustrações usadas neste artigo pertencem a Jambô Editora e ao estúdio Sunrise (produtora de Code Geass).

Atualizações:

02/03/13 – 02:23 AM: Por dica do Renan Orange, adicionei algumas informações sobre o game e a questão do financiamento coletivo.

8 thoughts on “Resenha: Dragon Slayer #40”

  1. @rathaelos says:

    Se procurar com atenção vai encontrar até o Ripp por lá =P

    1. Edu Guimarães says:

      Achei! B)

      1. jirayajonny says:

        Na Minha resenha da Edição 39 eu levantei a questão do Rafa e o Lobo fazerem um Crossover… Acho que acertei em ^^

  2. Bob Nerd says:

    Tenho que pegar a minha! Semana que vem decido se compro ou não. O ruim é que nessa de comprar só o que acho útil para minha mesa, fico com o 20 Deuses incompleto. Espero que a Jambô lance um encadernado quando a estória terminar.
    Acho que para a galera que só joga Tormenta RPG, nesta edição só tem de útil a Gazeta e o preview do Manual do Combatente. Fora os textos do Brauner e do Caldela que são sempre úteis!

  3. alexandrelancaster says:

    Olá, Eduardo. 🙂
    Só para constar: não vou falar do Code Geass, mas quanto ao Brigada, eu adoraria que o livro tivesse saído com ilustrações e esquemáticos para cada nave. É algo que todo fã de mecha que se preza quer. Mas isso inflaria muito o custo de produção do livro. 🙁 Mas quem sabe no futuro isso não possa ser viabilizado de alguma maneira? 🙂

    1. Edu Guimarães says:

      Olá Lancaster,

      Brigada Ligeira Estelar foi uma aposta ousada da Jambô. Vamos torcer para que faça sucesso e estas ilustrações possam ser viabilizadas! Um Manual de Mechas e Tecnologias poderia ser uma boa opção 🙂

      Obrigado pelo esclarecimento e parabéns pelo livro! 🙂

      1. alexandrelancaster says:

        Obrigado. 🙂
        E só pra acrescentar um detalhe: o que torna o MK Guren páreo para o Lancelot não é sua tecnologia em si, é o poder de seus ataques espaciais – e o fato de que a Karen realmente é uma piloto mais agressiva do que o Suzaku. Pode tirar a prova: o MK Guren varre o chão com Sutherlands, mas só são realmente ameaçadores contra o Lancelot a partir de upgrades posteriores, como o S.E.I.T.E.N. Oito Elementos.

  4. @RenanOrange says:

    Sempre nos enrolamos para resenhar as DS, aí quando rola a primeira resenha cancelam a revista u.u

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