Draconatos para Tormenta RPG

Uma das principais e mais interessantes raças apresentadas na famigerada 4ª edição de D&D, o draconato apresenta o simples conceito de jogar com um dragão humanoide capaz de soprar fogo sobre seus inimigos :-D. Tamanha a popularidade desta raça que diversos blogs já adaptaram-na para Tormenta RPG (listados no final deste artigo).

Como nenhuma destas adaptações me satisfez e eu estou introduzindo esta raça na minha campanha, segue minha versão, com descrição, traços raciais, novos talentos e bastidores! Não deixem de comentarem suas impressões!

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Nova Raça: Draconatos

Senhores de um império há muito esquecido, draconatos carregam consigo parte do terrível poder dos dragões. Este povo manteve-se recluso por séculos, revelando-se recentemente com o retorno de sua divindade. São orgulhosos, cruéis, e estão determinados a reerguer sua antiga glória, destruindo sem hesitar os tolos que se opuserem.

Arton possui muitos vestígios de civilizações esquecidas, como a Catedral de Gelo Eterno nas Montanhas Uivantes ou as ruínas espalhadas pelas Ilhas Piratas. Hoje, sabe-se que parte destes vestígios pertenceu aos draconatos, uma raça ancestral ligada aos dragões e seu terrível deus: Kallyadranoch.

Alguns estudiosos afirmam que os draconatos teriam sido criados por Kallyadranoch para serem seus fiéis servos e soldados, mas outros afirmam que a raça teria surgido a partir de um pacto de sangue entre tribos humanas e o Deus dos Dragões. Se assim for, é possível que tal pacto seja realizado novamente…

Personalidade: Draconatos carregam muitos dos traços de personalidade dos dragões, sendo orgulhosos, arrogantes e gananciosos. No entanto, apesar da malícia e crueldade, possuem seu próprio código de honra, e um draconato nunca voltará atrás com suas palavras (o que não significa que eles não possam manipulá-las para lhes favorecerem).

Não raramente, draconatos juram fidelidade a uma criatura mais poderosa – normalmente um dragão – na esperança de obterem maiores poderes e riquezas para si, mas ainda sendo fiéis ao seu próprio modo.

Aparência: Altos e robustos, draconatos podem lembrar outros povos reptilianos à primeira vista, mas são claramente diferentes com uma observação mais cuidadosa. Possuem porte e compleição física superiores ao dos homens-lagarto, antropossauros e trogloditas, além da maioria não possuir cauda.

Lembram dragões humanoides, com o corpo coberto de escamas rígidas e brilhantes. A coloração destas escamas varia muito entre os indivíduos, podendo ser metálicas ou cromáticas e normalmente indicando sua afinidade elemental, mas não necessariamente (um draconato azulado pode disparar fogo, por exemplo).

Seu focinho e mandíbula são menores e mais achatados que o de outros reptilianos, impossibilitando um ataque de mordida efetivo. Sua cabeça costuma possuir escamas distintas semelhantes a barbatanas no queixo e atrás dos ouvidos, além de serem ornamentadas com cristas ou pequenos chifres. Os olhos variam entre tons negros, vermelhos e metálicos.

São mamíferos, apesar da aparência reptiliana e de porem ovos. Chegam à idade adulta por volta dos 15 anos, e têm expectativa de vida de ~150 anos (2x maior que humanos).

Relações: Por sua ligação com os dragões, draconatos tendem a não serem bem vistos pelas demais raças civilizadas. Para piorar, eles próprios enxergam-se como superiores e no passado escravizaram diversos povos. Apesar disso, são capazes de reconhecer o valor de indivíduos de poder e determinação, aliando-se principalmente com membros de outras raças que venerem seu deus-patrono.

Atualmente muitos têm atuado como mercenários entre os reinos humanos, explorando principalmente áreas de Tormenta e regiões ermas como as Montanhas Sanguinárias, sendo aos poucos aceitos como “um mal necessário”.

Draconatos costumam desprezar os minotauros, considerando-os hipócritas em seu discurso de proteção e submissão dos mais fracos. Para eles, os fracos não têm direitos.

Tendência: Draconatos são determinados, ferrenhos em sua conduta e orgulhosos de sua herança e ligação com os dragões. Isso não os impede de serem gananciosos, maliciosos e cruéis, de modo que Leal e Maligno é a tendência mais comum entre eles.

Após a queda de sua civilização, alguns grupos retornaram a um estado de barbárie e loucura, sendo Caóticos e Malignos. Outros, apáticos, optam pela neutralidade.

Terras dos Draconatos: Apesar do nome, o antigo Império Draconato mais assemelhava-se a um aglomerado de Cidades-Estados, espalhadas pela região oeste de Arton Norte. Com a queda (e esquecimento) de Kallyadranoch após a Revolta dos Três, a raça e sua civilização teriam entrado em declínio, mantendo-se reclusa no subterrâneo ou em regiões ermas, muitas vezes retornando a barbárie e adorando divindades insanas e selvagens.

Alguns estudiosos sugerem que teria sido os draconatos (já em seu declínio), que tenham escravizado os minotauros no passado, e não os orcs. É possível, já que história dos minotauros antes da fundação de Tapista é bastante confusa, com exageros e versões controversas.

Atualmente, muitos draconatos tem se reunido ao redor de Kallyadranoch (ainda preso num corpo mortal) nas Mts. Sanguinárias (onde boatos dizem que outros humanoides vêm sendo transformados em draconatos através de pactos). Há também a teoria que diversas tribos do Deserto da Perdição e outras regiões ermas, descritas como sendo de homens-lagarto, seriam na verdade de draconatos.

Religião: Obviamente, Kallyadranoch é a divindade principal dos draconatos, mas antes do seu retorno eles costumavam adorar outros deuses, em especial Keen, Sszzaass ou os dragões-reis. Draconatos que caíram na barbárie adoram Megalokk, enquanto aqueles que se apegaram a civilização e a manutenção de sua cultura veneram Tanna-Toh, Wynna ou Valkaria.

Idiomas: Valkar e Dracônico.

Nomes: Draconatos possuem nomes ríspidos como um estalar ou um silvo. Vogais abertas são comuns, por vezes alongadas, enquanto consoantes “b”, “k”, “d” são as mais usadas. Algumas terminações comuns de nomes são “aar”, “ash” e “ann”. Nomes femininos tendem a ser mais curtos. Draconatos não costumam possuir sobrenomes, mas podem adotar como tal o nome da tribo, de sua companhia mercenária ou de um dragão a quem jurou fidelidade.

Exemplos de nomes masculinos: Arjhan, Balasar, Bharash, Donaar, Ghesh, Heskan, Kriv, Medrash, Nodarr, Rhogar e Shamash. Exemplos de nomes femininos: Akra, Biri, Daar, Kava, Mishann, Nala, Sora, Surina, Thava. Tribos e companhias: Garras da Perdição, Escamas de Sangue, Presas de Kally, Espadas da Fúria, Filhos da Tempestade, Crias de Tiamat.

Aventuras: A vida errante é natural para este povo sem pátria, muitos se tornam mercenários ou passam a servir um dragão ou culto a Kallyadranoch. Embora a maioria dos draconatos seja maligna, não chega a ser incomum os que optem pela neutralidade. Indivíduos bondosos são raros.

Devido a sua força natural, a maioria dos draconatos opta por seguir a carreira de guerreiros. Esta força aliada ao poder inato dos dragões os torna feiticeiros resistentes e durões. Clérigos e monges também são comuns, enquanto bárbaros e druidas estão presentes entre os grupos mais selvagens e primitivos.

Traços Raciais:
  • +4 Força, +2 Carisma, -2 Destreza. Draconatos herdaram a força e presença dos dragões, mas são pouco ágeis.
  • Classe de armadura +1. Draconatos possuem escamas rígidas.
  • +4 de bônus de Intimidação. Draconatos emanam uma pequena parcela da presença aterradora dos dragões.
  • Sopro menor. Uma vez por dia, com uma ação padrão, o draconato pode fazer um ataque de sopro que causa 1d4 de dano por nível. Este sopro tem a forma de um cone de ácido, fogo ou frio de 4,5m ou uma linha de eletricidade ou energia negativa de 9m. Um teste de Reflexos (CD 10 + modificador de Constituição + ½ do nível) reduz o dano à metade.
  • O draconato possui resistência 5 contra o mesmo tipo de energia do seu sopro.
  • Talentos de poderes concedidos relacionados à Kallyadranoch são considerados talentos raciais para draconatos (exceto domínios). Eles não precisam cumprir o pré-requisito de serem devotos de um deus para adquirir estes talentos.
Traço Racial Variante:
  • Afinidade elemental. O draconato recebe +2 de bônus na CD e no dano de magias arcanas lançadas por ele que tenham o mesmo descritor do tipo de energia do seu sopro. Este traço racial substitui a resistência à energia (e pode tornar a raça mais atraente para feiticeiros).
Uma raça com o poder dos dragões!

Uma raça com o poder dos dragões!

Tornando-se um Draconato

É possível transformar-se em draconato através de um pacto feito diretamente com Kallyadranoch. O deus encontra-se nas Montanhas Sanguinárias, preso a um corpo mortal, e está disposto a fazer este pacto com aqueles que lhe jurarem fidelidade. Apenas criaturas do tipo humanoide de tamanho médio podem realizar o pacto.

Para fazer o ritual deve-se jurar fidelidade ao Deus dos Dragões, ofertando seu próprio sangue a ele. Kallyadranoch então oferece uma taça a seu futuro servo, contendo vinho e seu sangue divino. Após beber da taça, começa um agonizante processo de transformação, que dura 3d4 horas. Ao final da transformação perdem-se todos os traços da antiga raça do pactuante, que recebe os traços raciais do draconato no lugar. Além disso, a tendência da criatura muda dois passos em direção a Leal e Maligno.

No culto à Kallyadranoch, a transformação em draconato significa a entrega total ao deus, tornando-se um soldado fiel. Nem todos os devotos do deus desejam tornarem-se brutamontes, e muitos preferem fazer pactos mais complexos e exigentes para tornarem-se meio-dragões (mais independentes e poderosos) ao invés de draconatos.

Variantes: O mestre pode e deve alterar este ritual ao seu gosto. Talvez o pacto possa ser realizado com um dragão-rei ou sacerdote de Kally. Talvez Kally devore o candidato, que renasce como draconato a partir de um ovo posto pelo deus (!!!), ou deva-se comer um kobold cru (!?)… Ou ainda, inspirado no draconato do D&D 3.5, o pactuante deva construir uma estrutura em forma de ovo de onde renascerá como draconato após realizar o pacto (!?!).

Novos Talentos

Draconato Alado (Racial)

Você possui asas de dragão.

Pré-requisitos: raça draconato ou kobold.

Benefícios: você pode voar, com deslocamento igual ao seu deslocamento-base.

Especial: feiticeiros com a habilidade de classe Linhagem sobrenatural (dracônica) (Tormentão, pg.57), ao invés de receberem os benefícios normais desta habilidade no 15º nível, têm seu deslocamento de voo aumentado em 18m, Você também pode substituir este talento por Asas do Dragão (Covil do Terceiro, pg.13) se for capaz de cumprir os pré-requisitos do último.

Sopro do Dragão Vigoroso (Racial)

Seus ataques de sopro tornam-se mais poderosos.

Pré-requisito: raça draconato, personagem de 9º nível.

Benefícios: você adiciona seu modificador de Constituição ao dano de todos os seus ataques de sopro. Além disso, o dano de seu sopro menor passa a ser 1d6 por nível, e sua área de efeito é dobrada.

Outros Talentos Raciais:

Como dito anteriormente, todos os talentos de poderes concedidos relacionados à Kallyadranoch são considerados raciais para draconatos (exceto domínios); são eles: Alma do Dragão, Asas do Dragão, Companheiro Dracônico, Escamas do Dragão, Garras do Dragão, Mágica do Dragão, Presença Aterradora, Presença Aterradora Aprimorada, Servos do Dragão e Sopro do Dragão* (Covil do Terceiro, pg. 13-14).

 * A descrição do talento Sopro de Dragão disponibiliza um ataque de sopro de fogo, frio, ácido ou energia negativa em cone, ou um ataque de ácido ou eletricidade em linha. Entretanto, seguindo os ataques de sopro dos dragões do Bestiário de Arton, o correto seria ataques de fogo, frio ou ácido em cone, e ataques de energia negativa ou eletricidade em linha.

Vai um churrasquinho?

Ganchos:

  • Com o declínio de seu império, muitos draconatos degeneraram, entregando-se a loucura e servindo a Sartan, Deus Menor da Destruição. Eles mantêm um pequeno culto em Petrynia, onde se infiltraram em diversos postos de influência, disfarçados com magia.
  • Uma caravana de pessoas desesperadas avança em direção as Montanhas Sanguinárias, guiados por um clérigo de Kallyadranoch e dispostas a ofertarem suas vidas ao deus, se transformando em draconatos. No entanto, o grupo não está preparado para os perigos das Sanguinárias. Cabe aos aventureiros ajudá-los ou tentar convencê-los a mudarem de ideia.
  • Não apenas Kallyadranoch poderia realizar o pacto de transformação em draconato, mas quaisquer dragões de grande poder, incluindo dragões metálicos anciões, dispostos a criarem draconatos bondosos para fazer frente às novas tropas do Deus dos Dragões.
  • Sckhar, Rei dos Dragões Vermelhos, não se submeteu a Kallyadranoch, e teme que este invada seu reino. Ele contrata um grupo de aventureiros para descobrir sobre o ritual de transformação em draconato, interessado em criar seu próprio exército de draconatos leais.
  • Um exército de draconatos petrificados encontra-se nas profundezas das Montanhas Uivantes, aguardando por séculos que seu deus retorne e resgate-os.
  • Um grupo de mercenários draconatos tem feito fama em Trebuck por suas excursões bem sucedidas à área de Tormenta próxima. Será que são movidos apenas pelo dinheiro, ou estes mercenários estão em busca de algo?
  • Um grupo de monges draconatos bondosos ou neutros vive recluso nas Mts. Lannestull por séculos, onde se tornaram devotos de Tanna-Toh na tentativa de preservar parte do conhecimento de seu antigo império.

Bastidores

A raça: Os draconatos (dragonborns) foram introduzidos no suplemento Races of the Dragon para D&D 3.5, onde eram membros de outras raças servos de Bahamut (o bondoso Deus dos Dragões Metálicos) que passaram por uma transformação. Na 4ª edição os draconatos tornam-se uma das raças básicas do Livro do Jogador, ganhando destaque e nova roupagem. Agora eles eram membros de uma raça nobre e guerreira, remanescentes de um antigo império.

Minha adaptação: Mantive o conceito de raça marcial e orgulhosa, mas adaptei para o contexto de Kallyadranoch (um deus maligno). Também ofereci opções de serem membros de uma raça antiga (como no D&D 4) ou membros de outras raças transformados (como no D&D 3.5). Escolha a origem que preferir ou use as duas (como eu prefiro).

Outras adaptações: Existem incontáveis adaptações desta raça para TRPG disponíveis na internet. Em minha opinião, estas adaptações estão desbalanceadas (principalmente devido as dificuldade de balancear o ataque de sopro) e /ou fora do contexto de Arton.

Julgue as outras adaptações você mesmo: Vila do RPG, Mais de Mil Dados (mais fiéis a 4ª edição) e Atormentado. Use a que preferir, ou modifique-as numa adaptação própria :-D.

Veja também a opinião de Marcelo Cassaro sobre adaptar draconatos para Arton. (link atualmente quebrado, basicamente ele respondia que é plausível inserir tais criaturas no cenário, associando-os ao retorno de Kallyadranoch).

Atualização (13/09/14) – Androdracos: Recentemente o suplemento Mundo de Arton introduziu os androdracos, humanóides transformados em híbridos dracônicos por Sckhar. O conceito é muito semelhante a minha abordagem aqui, mas os androdracos são mais poderosos por serem conceitualmente tratados como monstros e não como raça jogável. Em minha campanha eu só uso draconatos: como sugerido nos ganchos, Sckhar acaba descobrindo como fazer o ritual de transformação criado por Kally e agora temos duas armadas de draconatos sendo formadas na região das Sanguinárias.

Esta raça foi livremente adaptada do Livro do Jogador do D&D 4ª edição (de onde vieram os conceitos básicos e os nomes). Dan Ramos é o nome do estudioso que teorizou que os draconatos podem ter escravizado os minotauros no passado. Agradecimentos ao Rodrigo Quaresma e Renan Orange pelas opiniões e revisão.

As imagens usadas neste artigo são propriedade da Wizards of the Coast.

9 thoughts on “Draconatos para Tormenta RPG”

  1. João Paulo @m says:

    Gostei muito da adaptação, pessoal!

    E espero que esse artigo seja o primeiro de uma longa sequência novamente :]

    1. Edu Guimarães says:

      Valeu Moreau do Bode! Façamos de sua esperança a nossa 🙂

  2. Pedro Henrique says:

    Eae Edu, tudo bom? Gostei muito da sua adaptação do Draconato para TRPG. O histórico está perfeito, muitos plots do cenários foram bem aproveitados, da pra acreditar que ela é uma raça de Arton facilmente. O problema é o poder da raça em sí. Vamos por partes:

    – Modificadores : Tudo certo aqui, perder em des é algo óbvio para raças focadas em força, o problema é o bônus em CA. Efetivamente é como se a raça não tivesse prejuízos na destreza. Isso é bom, mas acaba desregulando o draconato para cima.
    – +4 em intimidação: bônus normal e esperado. é muito efetivo, torna a raça ótima para guerreiros ou paladinos espertos. Coloquei o mesmo bônus quando adaptei a raça.
    – Sopro menor: o sopro do seu draconato está ótimo, poderoso o suficiente para ser útil em qualquer nível. Nenhum draconato vai recorrer a ele como arma principal num combate (só depois do 9º nível, pelo menos), mas se mantém útil sempre.
    – Resistência a elemento 5: bom e esperado, para mim a raça poderia parar por aqui, já estava bem poderosa e equilibrada com as outras raças conjuradoras.
    -Talentos: aqui vem a maior apelação, na minha opinião. Possuir talentos raciais já é algo bom, ótimo na verdade, mas ter talentos de dragão considerados raciais vira uma apelação monstruosa. Imagina a apelação de um draconato meio dragão, sem precisar de muito esforço pra isso, isso, sem falar, que da pra pegar herdeiro do dragão…. Vish ahha sei la cara, só um toque, não to reclamando do seu post, achei ótimo e acho que vou passar a usar na minha mesa

    valeu cara, abraço

    1. Edu Guimarães says:

      Finalmente apareceu alguém dos Mil Dados por aqui! 😀

      – De fato, +1 na CA minimiza a penalidade em Des, mas veja que Destreza é usada em Reflexos, muitas perícias e ataques a distância, de modo que a penalidade continua levando a raça a tender ao combate corpo-a-corpo (que é o objetivo).

      – Coloquei CA +1 pq ficava estranho minotauros terem por seu couro, e draconatos não terem por suas escamas (outra opção seria RD, mas dragões não possuem, então achei q ficava estranho).

      – Quanto aos talentos dracônicos, não é um benefício gratuito, uma vez que vc tenha que comprá-los (e eles estão disponíveis para PJs de qualquer raça q adquiram o talento Devoto). Além disso, veja que os mais poderosos dentre eles possuem diversos pré-reqs. Pra vc virar um meio-dragão (Alma de Dragão) tem que ser de 16º nível e comprar 4 talentos antes (muito esforço), de modo que equilibra.

      Sinceramente, acho que estes talentos em si, especialmente Alma e Sopro do Dragão, são bem apelões, no entanto, como não testei em mesa e é material oficial, decidi confiar na experiência em regras dos autores (especialmente o Svaldi, que é craque).

      Abração

      1. Pedro Henrique says:

        Eae Edu, blz? Bom saber que frequenta o blog xD

        Bem, concordo com você, o bonus em ca está ótimo e perder em iniciativa é um grande prejuízo para combatentes. Mas ainda acho meio excessivo os talentos de kally. Imagina um draconato feiticeiro do caos:
        vai adicionar o bonus de carisma no dano das magias, tem muito pv (mente sobre o corpo) e pode começar a build para virar um meio dragão muito poderoso. É quase a ficha do edauros potencializada hahah Você poderia restringir a apenas alguns talentos de kally, ficaria mais equilibrado. Só alguns toques cara, desculpa se eu sou muito chato ahhah

        Abraço

  3. jirayajonny says:

    Aeee, a Área de Tormenta está na ativa!!
    Bom retorno ^^

  4. Andre says:

    Bacana cara gostei, agora e so testar na mesa^^

    e sejam bem vindos de volta

    abraços

  5. Lohar says:

    Muito bom gostei mesmo

  6. Matheus Mileno says:

    Gostei porque gosto de dragões e vou usar um usurpador divino draconato pra roubar os poderes de Kally, mas também vou ser um paladino de Thyatis pra nunca morrer ^.^

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